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Sob o signo do Grande Terramoto de Lisboa, chega-nos um breve ciclo de canções: Tremor. A partir de um acontecimento histórico com repercussões, a nível mundial, em todos os quadrantes intelecto-filosófico-sociais, Nuno Côrte-Real propõem-nos uma viagem no tempo. A partir da Lisboa contemporânea e através do imaginário do terramoto de 1755, o mapa que nos norteia é a poesia de Pedro Mexia. São canções desenhadas para uma voz feminina, a soprano Bárbara Barradas, que dá corpo e voz à Lisboa que ondula com tremores maiores e menores da terra, que lida com a devastação que estes podem trazer.

