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Kin (←→) é um aclamado álbum de estúdio do guitarrista de jazz norte-americano Pat Metheny, lançado em fevereiro de 2014 pela editora Nonesuch Records. O disco marca a estreia da Pat Metheny Unity Group, uma expansão do seu quarteto anterior (a Unity Band), acrescentando uma forte identidade orquestral e texturas multinstrumentais que remetem aos tempos áureos do clássico Pat Metheny Group.
Formação (Membros da Banda)
Para este projeto, Metheny reuniu um elenco virtuoso de músicos que dividem o protagonismo ao longo das faixas:
Pat Metheny: Guitarras (acústica e elétrica), sintetizador de guitarra, eletrónica e Orchestrionics.
Chris Potter: Saxofone tenor, saxofone soprano, clarinete baixo, clarinete e flauta.
Antonio Sanchez: Bateria e cajón.
Ben Williams: Contrabaixo e baixo elétrico.
Giulio Carmassi: Piano, teclados, trompete, trombone, trompa, violoncelo, flauta, vibrafone e vozes.
Alinhamento de Faixas (Tracklist)
O álbum é composto por nove composições originais escritas e arranjadas por Pat Metheny, caracterizadas por longas narrativas musicais e ricas progressões melódicas:
"On Day One" (15:15) – Uma abertura épica com ritmos complexos e dinâmicos.
"Rise Up" (11:56) – Faixa crescente com camadas densas de guitarra e um solo marcante de Potter no sax soprano.
"Adagia" (2:14) – Uma breve e delicada peça de transição orquestral.
"Sign of the Season" (10:14) – Construída sobre ritmos de samba com um aclamado solo de baixo de Ben Williams.
"Kin (←→)" (11:06) – A faixa-título, que se destaca pelo uso vulcânico de sintetizadores de guitarra e improvisação livre.
"Born" (7:51) – Uma balada em tempo de valsa com forte carga emocional e influências de gospel.
"Genealogy" (0:38) – Uma vinheta rápida e angular em formato de trio, inspirada no free jazz de Ornette Coleman.
"We Go On" (5:32) – Tema com forte acento eletrónico, melodia pop acessível e uma seção rítmica cativante.
"KQU" (5:27) – Uma balada de encerramento intimista que evoca as sessões acústicas do início da carreira de Metheny.
Impacto e Crítica
O álbum alcançou o primeiro lugar na tabela Billboard Contemporary Jazz Albums logo após o seu lançamento. A crítica especializada elogiou a fusão entre a liberdade de improvisação do jazz direto e os arranjos grandiosos ("em Technicolor", nas palavras do próprio Metheny), considerando-o um dos trabalhos mais robustos e vitais do guitarrista na década de 2010.


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